quarta-feira, 31 de julho de 2013

2° capitulo-the surprise

Manhattan's High School, 3 de setembro. Lá pelas sete e quarenta e cinco da manhã.
- Madson! – ouvi uma voz feminina conhecida me chamar.
- Lively... – disse, me virando devagar. Eu ainda estava meio desacordada.
- Nossa, você está péssima – ela dizia analisando meu rosto. Sinceridade aqui é mato – Que horas foi dormir ontem?
- Lá pelas duas da manhã – dei de ombros.
- O que você ficou fazendo?
- Uma pesquisa imensa sobre a revolução francesa... - reparei na sua face um tanto entusiasmada – Direto ao assunto, Liv – estreitei os olhos.
- Próximo sábado, vou fazer uma festa do pijama lá em casa! O que acha?
- Festa do pijama? – agora que ela falou, me lembrei de que eu não ia a uma dessas desde a sétima série.
- Mas é claro que é uma coisa mais íntima. Chamei só as de sempre – ela abriu um sorriso largo – Posso anotar que você vai?
O entusiasmo dela conseguiu despertar em mim uma súbita vontade de sair com minhas amigas. Maior parte do tempo eu passava com o Justin e já estava começando a ficar alheia aos assuntos femininos.
- Com certeza – sorri.
Liv começou a anotar o meu nome em um papel.
- Obrigada, amiga.
- Mad! – ouvi uma voz masculina gritar. Liv deu um sorrisinho que eu jurava ter visto igual na face da minha mãe na noite anterior.
- Justin – virei meu rosto para ele, ainda a tempo de vê-lo correndo na minha direção.
- Você vai hoje à noite, certo? – ele segurava a mochila ofegante.
- Certo... – respondi pensativa. Liv nos olhava com interesse, como se perguntasse com os olhos "hoje à noite o quê?" – Mas fiquei curiosa. O que você tem pra me mostrar?
- Haha, mocinha – ele estava presunçoso. Algo me dizia que devia ser alguma coisa realmente interessante – Isso você só vai descobrir se for.
- Nem uma dica?
- Nem uma dica. Ah, oi Lively – segurei o riso ao perceber que só agora ele tinha notado a sua presença.
- Oi Jus – por alguma razão, não gostei muito do "oi Jus" que a Liv deu para ele. Foi devagar, insinuante... Sei lá. Mas enfim, isso não é da minha conta. Não sou dona dele.
O sinal bateu.
- Ah, droga! Aula de química no terceiro andar. Tenho que correr. O professor é um saco. Tchau meninas – e correu em direção às escadas.
- Ui, aonde vocês vão hoje á noite? – fazia cara de danada.
- "Se toca", Lively! – dei um tapa de leve na cabeça dela – Somos só amigos – começamos a andar juntas em direção à sala de física. Tínhamos aula agora.
- Que bom – ela cruzou as mãos atrás do corpo – Se quiser vender o meu peixe, fique à vontade – com "vender o peixe", ela quis dizer que era para eu encher a bola dela para ele.
Ri da intenção.
- Que é isso... – fiquei um pouco sem jeito – O Justin não é muito do tipo de menino que "compra o peixe de alguém".
- O que é uma pena – ela suspirou derrotada – Você não sabe quantas meninas gostariam de estar na sua pele para ir a qualquer lugar com ele hoje à noite.
Girei os olhos.
Quando pisei dentro da sala de aula, me choquei bruscamente contra alguma coisa, sendo jogada para trás. Alguém me segurou (provavelmente a mesma coisa a qual eu tinha me chocado).
- Você está bem? – por incrível que pareça, essa era justamente a voz que eu escutava me perguntando se eu estava bem em noventa e cinco por cento dos meus sonhos (isso quando eu não sonhava com o Justin sentando em cima do meu bolo de aniversário. Uma péssima lembrança da sexta série). Comecei a bambear (reações desnecessárias do corpo humano).
- Ah... Er... Conor... – eu disse, abrindo um sorriso abobado. Parecia que eu estava sujeita a derreter a qualquer momento.
Eu provavelmente já devia estar ficando vermelha e ele estava lá: cabelos perfeitos, nariz perfeito e olhos perfeitos que me olhavam com certa preocupação. Travei. Não conseguia falar mais nada.
- Professor! – ele gritou, se virando para o gordinho careca na frente da sala (lê-se: professor de física) – Acho que ela precisa ir à enfermaria! – o professor começou a me olhar também preocupado. Agora meu sangue devia ter saído do rosto. Minha boca não conseguia abrir para dizer que eu estava bem. Um lado da minha consciência dizia: do que importa? Ele está segurando você (e dava gritinhos histéricos)!
- Você pode se encarregar de levá-la, senhor Zachary? – o professor perguntou com sua voz baixa e rouca.
- Com prazer, senhor – ele sorriu.
Com prazer? Com prazer! Minha consciência agora dançava a macarena, enquanto a "eu" no estado físico estava toda mole sendo conduzida pelo Conor Zachary.
"Dale a tu cuerpo alegria, Macarena..."
- Ela está bem? – ele perguntou.
- Está sim – a enfermeira dizia, tirando uma luzinha irritante do meu olho.
- Foi só uma tontura. Nada demais – ah, agora eu estava falando.
- Ela provavelmente deve estar com fome – deduziu brilhantemente - É recomendável que coma alguma coisa agora, senhorita Oliver –assinava uma permissão para Conor entrar na sala.
- Isso pode ficar por sua conta, certo, Mad? – ele me chamou pelo meu apelido.
- P-pode.
- Então, tchau linda – ele piscou para mim e balançou de leve a cabeça, como se pedisse licença para a enfermeira para sair da sala.
Talvez o meu suposto amor "platônico" não fosse mais tão platônico assim. Ele me achava linda. Uma garota linda e nas nuvens, agora.
Enquanto Conor estava passando pela porta, Justin entrava todo afobado. Durante o momento em que um passava pelo outro, eles trocaram um breve olhar. Conor sorria, Justin parecia meio perturbado.
- Mad! O que aconteceu? Você estava tão bem na hora em que... – eu estava um pouco alienada – Mad?
- Ah! – retomava o assunto – Jus . Claro. Não houve nada.
- Tem certeza? – ele se agachou para ficar do meu tamanho. Eu estava sentada numa cadeira de apoiou seus cotovelos no meu joelho para me examinar mais de perto – A Liv me mandou uma mensagem dizendo que você tinha passado mal. Você me parece meio pálida.
- Eu estou bem, Jus – respondi, girando os olhos. Sentia-me uma menininha teimando com o pai.
- Se você diz – levantou-se – Mas ainda vai hoje á noite, não é?
- Não perderia por nada – sorri. Ele sorriu também – Ah! Acompanha-me até a cantina?
Harlem, Manhattan, 3 de setembro. Seis e trinta da tarde, exatamente.
O táxi me deixou na porta do prédio vermelho-terra velho da rua 121.
Eu vestia roupas largas e um boné azul turquesa e branco que o Justin tinha me dado há uns três anos atrás.
Quando eu não tinha que estar "bem-vestida" para alguma coisa, eu sempre o usava.
Ele estava sentado nas escadinhas que antecediam a porta do prédio, com um jeans propositalmente rasgado no joelho e uma blusa azul clara.
- Cheguei cedo? – perguntei, vendo-o virar seu olhar pra mim. Parece que dessa vez quem estava em transe era ele.
- N... Não, não – ele acordou – Chegou na hora.
- E então? – comecei a andar um pouco ansiosa na sua direção – Qual é a surpresa?
- Hm... – ele me examinou dos pés à cabeça – Isso, senhorita. Eu ainda pretendo fazer um pouco mais de suspense – ele deu de ombros, se levantando.
- Droga, Justin. – fiz minha "cara fofa", arrancando-lhe uma risada.
- Que foi?– perguntou rindo e depois ele tirou uma chave do bolso e abriu o portão do prédio – Primeiro, vamos lá para cima. Meu pai quer ver você.
- Ah, e como o velho Bieber está? – eu disse animada, passando pela porta, enquanto Justin a segurava.
- Forte como um touro.
- Como sempre – completei.
Justin morava num prédio simples e velho do Harlem, junto com várias outras pessoas. Havia quatro apartamentos em cada andar (eram três andares). As escadas do prédio eram estreitas, os apartamentos muito unidos e pequenos. Justin não se importava e, se estava tudo bem pra ele, para mim também estava.
Começamos a subir o lance de escadas, ainda a tempo de ver um vulto ser lançado para fora de um dos apartamentos do terceiro andar.
- Ligue para mim, gracinha! HAHA! – gritava a pessoa arremessada para fora do apartamento que a tinha arremessado. Ouvimos o bater da porta.
O rapaz no chão parecia se divertir. Era branco, alto, forte. Aparentava ser só um pouco mais velho do que eu.
- Chaz – Justin começava um pouco nervoso – O QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – alterou-se.
- Qual é? – Chaz se levantou do chão, abraçando Justin e lhe dando dois tapinhas nas costas. Dei uma risada.
- O que você estava fazendo no apartamento da Mary Ja... – Chaz o empurrou para o lado, antes que ele terminasse, fixando seu olhar em mim com um largo sorriso.
- Você trouxe a princesa! – e me deu um forte abraço. Eu já conhecia aquele abraço. Sorri.
- Ei, Chaz – eu o correspondia, enquanto via Justin girar os olhos.
Chaz morava no apartamento do lado do da família Bieber. Sempre morou lá. Então desde que Justin se mudou para a vizinhança, eram ótimos tempos bem logo que nos conhecemos, na primeira vez que vim à casa do Justin, há anos. Chaz se tornou um excelente companheiro.
- Você sabe que, se for preso outra vez, não vou ter como livrar a sua barra – Justin falava um pouco sério.
- Relaxe, irmão – ele me soltava de seu abraço, se virando para o amigo – Você sabe muito bem que da ultima vez fui preso injustamente – parecia certo do que falava – Eu estava bêbado e não sabia que a loira não queria...
- Chaz! – Justin o interrompeu, me indicando com os olhos.
- 'Ta certo, 'ta certo... – resmungou – "Nada de palavras feias e/ou obscenas perto da princesa" – ele fazia uma voz afetada, imitando algo já dito por Justin. Dei uma gargalhada.
- Você é um inútil mesmo – Justin suspirou – Vamos entrar.
Ele destrancou a porta e girou a maçaneta. Um homem colocava a mesa. Olhou-nos quando entramos. Chaz também entrou.
- Mad! – veio na minha direção, me dando um abraço que também correspondi.
- Jeremy! – eu tinha um carinho muito grande por ele.
- Faz quase uma semana que não a vejo... Está perdendo a freqüência de vir por aqui. Porém, com certeza essa situação vai mudar, agora que o Justin... – Justin fez um sinal com a mão para que ele se calasse – Ah, você ainda não contou pra ela, meu filho?
- Ainda não – ele abaixou a cabeça.
- Até eu já sei – Chaz deu uma risada – Mas pense assim, mano... - ele colocou o braço sobre os ombros de Justin – Agora que você tem recursos, sei de um lugar ótimo para vocês dois... – Justin o fuzilou com os olhos – "Olhe a boca, Chaz" – novamente ele fazia a voz afetada, girando os olhos.
Ri de novo, apesar de estar um pouco confusa.
- Já vou servir o jantar. Podem se sentar à mesa – Jeremy dizia, indo em direção à pequena cozinha.
A mesa de jantar ficava na sala. Logo, nós três já havíamos nos sentado.
Sr. Bieber já tinha colocado a comida na mesa e começamos a jantar. Seu espaguete estava impecável, como sempre.
-... E ele disse isso enquanto estava dormindo cara! – dizia Chaz entre gargalhadas. Todos nós ríamos – Dá para acreditar?
- Ai... - eu dizia, já sentindo dor no abdômen de tanto rir – Se eu falasse enquanto dormia, seria muito vergonhoso. Quem sabe o que eu poderia dizer? – mais risadas.
- Eu também – Justin disse, já parando de rir.
- Na verdade, Justin... – Jeremy limpava a boca com o guardanapo. Chaz soltou um "Iiiih!", como se quisesse dizer: "ferrou para você, cara". Justin fez careta – Você fala dormindo, sim.
- Ah, não brinca! – Justin disse boquiaberto - O que eu falo? – ele parecia um pouco tenso, me olhando de lado.
Eu prestava atenção.
Sobre o que será que o Justin sonhava? Acho que nunca conversamos sobre isso.
- Você sussurra o nome da Madson a noite inteira – Justin começou a engasgar e eu também – "Madson"... "Mas"... – Jeremy imitava.
- Calúnia! – ele começou a dizer entre tosses. Chaz se divertia.
- Pior é que é verdade, cara. Até eu que moro no apartamento do lado escuto – mais risadas. Só que dessa vez, apenas entre ele e o Jeremy.
Enquanto engasgávamos, Justin me lançou um olhar, como se quisesse ver a minha reação. Eu estava vermelha de vergonha, assim como ele também.
- Não dê ouvidos ao que esses dois falam – Justin dizia, descendo as escadas – Eles sabem de nada.
- Tudo bem – eu disse um pouco sem graça – Não dei ouvidos mesmo.
- Preparada para a surpresa? – ele disse, retomando o ânimo.
- Ah! A surpresa – já tinha quase me esquecido dela.
Justin abriu a porta do prédio e desceu as escadinhas, correndo, parando na frente de um carro.
- "Tcharam"! – ele disse, virando as duas mãos na direção do veículo.
- Isso é sério? – perguntei boquiaberta – Você agora tem um carro?
- Bem... – cruzou as duas mãos atrás da cabeça - Ele ainda pode parecer uma lata-velha, mas nada que algumas horas na oficina não resolvam – deu de ombros.
Corri para perto, para vê-lo (o carro) melhor. Era um Oldsmobile Starfire Holiday antigo, azul, com a pintura meio gasta e as rodas um pouco sujas, mas servia bem.
- Quer dar um volta? – ele olhou pra cima um pouco sem jeito.
- Claro! – concordei, já abrindo a porta do carro e me lançando para o banco do carona.
Justin se sentou no banco do motorista, girando a chave na ignição.
- Quando aprendeu a dirigir? – perguntei com as duas sobrancelhas levantadas.
- Sei de muita coisa que você nem suspeita, baby – ele piscou pra mim, me fazendo rir.
- Não sabia desse seu lado de "agente secreto britânico" – brinquei.
- O nome é Bieber, querida - piscou pra mim de novo – Justin Bieber – dei uma gargalhada com a tentativa do Justin de fazer uma "cara sensual".
Ele acelerou o carro, me fazendo ficar surpresa com o fato de ele, realmente, saber dirigir.
Ficamos um momento em silêncio, enquanto eu tentava sintonizar a rádio.
- Aquela tontura... – Justin começava a falar.
- Hm?
- Hoje de manhã... – ele olhava sério para a estrada – Foi por causa do Zachary?
- Ah... Não sei ao certo. Acho que não – mentirosa. Eu sabia. Tinha sido por causa do Conor. Parecia que eu tinha um bloqueio para falar desse tipo de coisas com o Justin.
- Você já está melhor?
- Bem melhor.
- Aconteceu alguma coisa entre vocês? – ainda sério.
- Ah, não. Nada. Ele só me levou para a enfermaria – dei de ombros – Ah!
- O quê?
- A Lively me pediu pra "vender o peixe dela" para você – ele riu.
- E é isso que você vai fazer?
- Não – comecei a brincar com o meu cabelo depois de desistir de sintonizar a rádio – Eu disse para ela que você não era do tipo que "comprava o peixe" de alguém – novamente ele riu.
- Que bom que você sabe.
- Para onde está me levando? – lembrei-me desse pequeno detalhe de repente.
- Para casa – Ele sorriu – Já está mais do que na hora de você ir para a cama.
- Está parecendo o meu pai – cruzei os braços. Ele olhou de rabo de olho e deu uma risada.
- Está na hora de alguém aqui começar a ter um pouco de responsabilidade. Não acha?
A rádio, enfim, sintonizou, e continuamos o caminho, cantando qualquer música da que tocava.

terça-feira, 30 de julho de 2013

1° capitulo-best friends

Manhattan, 2 de Setembro. Quatro horas da tarde... Ou algo assim.
Aquele era, sem sombra de dúvidas, um dos dias mais quentes que eu já havia visto. Trinta e dois graus! Mesmo com o ar-condicionado ligado, eu estava assando. Mentalmente, implorava pela chegada do outono. E lá estava eu, em pleno dia letivo, com o meu melhor amigo galã da Manhattan's High School, em uma lanchonete fast food.
Éramos parceiros estranhos, já que se esperava que um garoto como ele andasse com líderes de torcida bonitonas (como a Cher, no caso) e não com uma menina minguada como eu. Não. Se está pensando que vai começar a ler outra sessão em que a menina não tem um pingo de auto-estima, está enganada*. Sou minguada, meio baixa em relação a ele, mas "até que sou bonitinha" (como o Justin mesmo diz).
Depois de um pequeno momento imersa em pensamentos, me toquei de que era a minha vez. O ânimo voltou.
- Uma promoção do Big King, batata e refrigerante grande, por favor – respirei fundo, colocando as mãos na cintura, confiante, enquanto a moça do caixa anotava o pedido. Ela deveria ter mais ou menos a minha idade e não tirava os olhos do meu amigo.
Estávamos no início de setembro e os trabalhos escolares já tinham me feito passar do estágio da loucura.
Justin me olhava com as sobrancelhas levantadas.
- Se você comer tanto assim, vai explodir, Mad – ele alertou - O que quer dizer que sua dieta vai para o espaço – ele balançou a cabeça pra cima e pra baixo devagar, como se confirmasse o que estava dizendo, enquanto eu torcia o nariz num ato de molecagem (não que eu não tivesse mais idade pra isso, porque havia pouco mais de um ano que eu tinha sido apresentada à sociedade... Pareceu-minha-tia-avó-Rosie-falando). A moça do caixa sorria pra ele.
- Ah, deixe de ser chato, Justin – virei-me na sua direção, fazendo minha "cara fofa" e minha "voz manhosa". Eu sabia que ele adorava quando eu fazia isso – Você sabe que não resisto a um Burger King – ele deu uma risadinha.
- E você, senhor, vai querer alguma coisa? – a garota se dirigia a ele, com voz de aeromoça e piscando discretamente mais rápido... Três vezes. Girei os olhos.
- Não, não... Er... – Justin coçou a cabeça, parecendo envergonhado. Eu sabia o que ele diria – É que não estou com muita fom...
- Uma promoção do Whopper Duplo para ele, por favor – respondi depressa, antes de deixar meu amigo terminar. A moça anotava o pedido, enquanto Justin virava seu olhar pra mim, devagar. Quando ia à escola, ele só levava dinheiro para o almoço, então seria impossível pra ele fazer uma mágica e criar dinheiro ali.
- Não precisava – ele respondeu cabisbaixo, apesar de um pouco revoltado – Você sabe que detesto quando você compra as coisas pra mim.
- E você sabe que detesto quando você fica chateado por isso – dei um soco de leve no seu ombro – É o mínimo que posso fazer por você, cabeçudo. Além do mais - sorri –, tenho certeza de que um dia você vai me pagar em dobro.
Fato. Eu contava com o fato de que um dia o Justin seria rico e famoso (não sei o que fazendo. Talvez como modelo).
- Ah, então é assim, é? – sua voz já assumia um tom de brincadeira – Você só paga minhas coisas contanto que eu a pague com juros mais tarde? Interesseira! – apertou minha bochecha.
- Hoho, mas é claro – fiz cara de convencida – Eu é que não vou querer me casar com um pobretão.
- A condição para você se casar comigo agora é essa? – ele ainda brincava.
-Sim – olhei pra cima como se visse estrelas – Rico e famoso primeiro. Depois a gente conversa – ele deu uma risada.
A uma hora dessas, a moça do caixa (que por sua vez não tirava seu ouvido intrometido da nossa conversa) já havia derrubado alguns sachês de ketchup (que colocava na bandeja) no chão. Provavelmente se assustou com a notícia do nosso "casamento". Sorri vitoriosa.
Justin e eu tínhamos prometido nos casar quando estávamos na quinta série. Claro que eu não levava a sério, mas adorava brincar com isso e ele também.
- Então é disso que se trata? – Justin falava, enquanto pegava o seu pedido e me entregava a minha bandeja, me despertando da minha "visão da vitória" (vulgo: mulher do caixa pegando os sachês do chão).
- Hm?
- O amor – já estávamos indo em direção a uma das mesas vazias.
- Trata-se de quê? – perguntei confusa.
- De dinheiro.
- Por que você está me perguntando isso?
- Porque você disse que não queria se casar com um pobretão e deduzi que o amor se tratava de dinheiro – ele deu de ombros.
- Claro que não – sentei-me à mesa – Veja você, por exemplo: não amava a Cher porque ela era rica.
- Ei! Eu nunca disse que amei a Cher – ele falou revoltado, me fazendo achar graça.
- Então por que namorou com ela? – ele fez "sei lá" com os ombros e dei uma risada – Não acredito que você não a amou.
- Por que não? – ele levantou as sobrancelhas – Eu posso lhe garantir.
- Duvido que possa – dei uma mordida cheia no sanduíche – Mas veja bem... É a Cher. Líder de torcida da escola. Bonitona e soberana entre as demais – fiz um "U" com o dedo indicador e o polegar, girando meu pulso, como se dissesse "captou a mensagem?"
- Isso não significa muita coisa para mim – ele fez cara de desentendido.
- Então por que namorou com ela? – "já é a segunda vez que pergunto, Justin".
- Porque ela é gata e estava dando mole – agora quem mordia o sanduíche era ele.
Dei uma gargalhada.
- Então é disso que se trata? – perguntei, tentando repetir o tom que ele fez quando me fez essa mesma pergunta.
- É disso que se trata o quê? – ele disse com a boca cheia.
- O amor – ele girou os olhos, quando viu que eu fazia uma imitação.
- Trata-se do que, Madson? – ele suspirou impaciente.
- De beleza.
- Não. Claro que não – ele disse, segurando a risada pelo que ele estava prestes a dizer – Veja você e o Conor, por exemplo... – joguei uma batata nele, o fazendo gargalhar.
- Ele é lindo, ok? – torci o nariz.
- Ele não é feio? – Justin perguntou surpreso.
- Não – respondi rapidamente.
- E você o ama? – agora, sério.
- Na... Claro que sim, Justin! – eu disse, me corrigindo.
Ele segurou a risada.
- Então está bem – ele colocou as mãos atrás da cabeça, satisfeito – Vou fingir que não percebi.
- Você não percebeu nada. Não fiz nada – declarei.
- Você... Ainda o amaria se ele fosse pobre? – Justin me encarou. Sua expressão era séria.
Tomei ar para responder, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ouvi a porta da lanchonete ser aberta. Involuntariamente, olhei.
Se a moça catando os sachês do chão era a minha "visão da vitória", lá vai a minha "visão do paraíso":
Conor Zachary, dezessete anos, cabelos dourados, nariz perfeito, boca rosada e 1,81 metros de pura sensação (enquanto o descrevia mentalmente, eu engasgava com a coca-cola). O inútil do Justin ria da situação, ao invés de fazer alguma coisa.
- Só não babe, Madson – Justin dizia entre risadas – Isso seria meio nojento, sabia? – mais risadas. Dei um sorrisinho irônico, enquanto retomava o fôlego.
Minhas pernas já tinham começado a bambear (reação que descobri que esse garoto poderia causar, ano passado) e minhas mãos estavam geladas, enquanto observava Conor se mover até o caixa junto com mais dois meninos.
- Como estou? – virei-me para o meu amigo pouco-cooperativo, um tanto desesperada.
- Quer que eu seja sincero ou seu amigo? – Haha.
- Fale rápido!
- Com cara de quem acabou de se engasgar – ele deu de ombros novamente.
- Droga –arrumei a aba do boné que eu usava, puxando-a para baixo, na tentativa de tampar o meu rosto.
[...]
- Sabe... – Justin dizia, enquanto me levava para casa, naquela quarta-feira à tarde. Já estava começando a escurecer – Você fica meio ridícula quando o Zachary está por perto. Nem conseguiu responder o "oi" dele.
- Eu sei, eu sei – respondi, me dando dois tapinhas na testa – Desse jeito ele nunca vai olhar pra mim.
- Você realmente está preocupada com isso?
- Claro! – olhei-o. Sua expressão ainda era de incredulidade – Urgh, Justin. Seu insensível! – dei um tapa no seu braço esquerdo.
- Por que você fez isso agora? – resmungou, passando a mão no braço.
- Quando você se sentir assim por alguém, vai entender.
- Veremos – ele deu um sorriso - Falando em insensível... – ele disse, se lembrando de algo importante – Já viu o tamanho do trabalho de História? Aquele Professor Kevin sim que é o insensível! – dei uma gargalhada.
Assim continuamos nosso caminho em direção à casa amarela da rua 71.
Acredita em alma gêmea? Não? Bem, eu também não acreditava até conhecer o Justin: minha alma gêmea, ou alma "gêmula", como costumávamos a brincar quando tínhamos treze anos.
Nós nos conhecemos na quinta série, quando ele entrou na minha sala. Mesmo não entendendo direito como um menino Canadense tinha vindo parar nos Estados Unidos, logo nos demos muito bem e, no ano seguinte, já éramos inseparáveis.
Apesar de eu ter uma vocação secreta para ser atéia (minha mãe não pode nem sonhar com uma coisa dessas), ao longo dos anos passei a acreditar que Deus tinha colocado o Justin na minha vida para me ensinar uma lição: desde que nasci, moro na região nobre de Manhattan e não costumava a lidar muito com pessoas com a situação financeira pior do que a minha. Não que eu não conhecesse esse tipo de pessoas, mas eu não queria lidar com elas. Era uma coisa meio fútil. E, de repente, vem o Justin, órfão de mãe e filho do dono de um pequeno restaurante, e se torna meu melhor amigo, meu melhor confidente.
Existindo ou não, acho que eu devo a Ele os momentos que tenho passado todos esses anos. Muitas vezes, um melhor amigo homem é melhor do que uma mulher (não desfazendo da Liv). E sabe a melhor parte? É que mesmo ele sendo "o bonitão" delas, ele é meu.
Meu melhor amigo.
Suspirei.
- Está entregue – Justin disse, fazendo reverência e arrancando minha risada. Eu nem tinha visto o tempo passar. Estávamos em frente ao portão da minha casa.
- Há quanto tempo estamos andando? – perguntei, tentando me situar no local.
- Desde o Burger King? – ele pensou um pouco – Deve ter uma meia hora, mas eu não queria acordá-la do seu transe. – Ele deu de ombros.
- Sério que fiquei em transe? – levantei as duas sobrancelhas. Ele fez que sim com a cabeça – Na sua frente? – ele riu.
- Qual o problema? Já vi você fazer isso tantas vezes...
- Mas é que... Dessa vez meu transe era sobre você – falei devagar. Ele me encarou por um momento antes de piscar duas vezes, como se estivesse acordando de um pensamento.
- A que devo a honra? – brincou.
- Só estava pensando que deveria estar escrito em algum lugar o fato de você entrar na minha vida – abri um sorriso sem perceber – Acho que foi Deus que me deu você – percebi Justin abrir o mesmo sorriso bobo com o qual eu deveria estar – Tenho mais é que agradecer a Ele.
Notei que o sorriso bobo do Justin tinha se transformado numa cara de confusão.
- Que foi?
- Pensei que você não acreditasse em Deus.
- E não acredito – sussurrei, vendo que a sala da minha casa estava acesa e a qualquer momento minha mãe poderia colocar a cara pra fora da janela – Então agradeço é a você mesmo – ele sorriu de novo.
Abri o portão, caminhei um pouco e subi umas escadinhas de madeira, até chegar à porta da minha casa. Virei-me.
- Você não quer entrar? – ele ainda estava do lado de fora do portão.
- Não. Tenho que chegar cedo à minha casa. Quarta-feira é meu dia de fazer o jantar – fez careta.
- Até amanhã, então. Obrigada – sorri.
- De nada – abri a porta, vendo Justin dar as costas.
- Ah! – disse, me lembrando de uma coisa. Ele se virou pra mim – Mande lembranças ao seu pai!
- Mandarei – ele suspirou – Ele vai ganhar o dia por causa disso. Você sabe – girou os olhos.
- Era o Justin? – minha mãe veio em minha direção com um livro na mão, assim que fechei a porta de casa.
- Era, sim.
- Por que ele não quis entrar? – ela fez cara de decepção.
Ah! Não poderia me esquecer de dizer que o amor da vida da minha mãe é o Justin. Ela passa horas e horas falando na minha cabeça o quanto ele é bonito, forte, trabalhador e o quanto ela gostaria de ter um genro igual a ele. O Justin ri dessas coisas e só o que posso dizer é: "sim, mãe. Aham, claro" e reviro os olhos "roboticamente".
- Parece que quarta-feira é o dia dele de fazer o jantar – dei de ombros.
- Não seria ótimo se seu namorado soubesse fazer o jantar? – minha mãe deu um sorriso insinuante e novamente utilizei das palavras que sempre uso quando ela toca nesse assunto:
- Aham, mãe. Claro – reviro os olhos – Vou lá para cima, ok? – disse, já subindo as escadas
Cheguei ao meu quarto, já me jogando na cama (ainda) arrumada.
- Santuário! – disse em meio a um longo suspiro.
Acabei dando uma cochilada. Quando olhei para o relógio, já tinha se passado meia hora. Meu celular tocou. Peguei-o da minha cabeceira ainda um pouco tonta. "Você tem uma nova mensagem'' Era do Justin.

"Jantar, aqui em casa, amanhã?"
Sorri, enquanto respondia.
"Qual a ocasião?"
Ele demorou um pouco pra responder.
"Eu preciso ter uma ocasião pra chamar uma amiga pra jantar?"
"Tá bom, é uma surpresa."
Revirei os olhos. Ele é tão previsível.
"Conte comigo."
" Ryan está mandando um abraço". Eu sabia que agora quem girava os olhos era o Justin. Eu ainda sorria.
"Outro pra ele."
"Boa noite."
Fechei o celular e decidi abrir a minha agenda. O Justin tinha razão... Aquele professor de história é mesmo um insensível!

Leiam por favor



Sinopse: Madson Oliver e justin Bieber  são melhores amigos, aqueles que estão juntos todos os momentos, que estão  sempre protegendo um ao outro, reclamar um dos namorados dos outros, que se confia de olhos fechados…
 Mas com um tempo Madson percebe que está perdidamente apaixonada por Justin. O que fazer? Seguir o coração ou preservar a amizade de dele? E se Justin se sentir da mesma forma? Vale a pena arriscar?
Leiam  - Aqui está uma  fic para vocês.Quero avisar que o  essa história não pertence a mim. Li esta fic, e simplesmente amei .Sabe aquela fic que você ama e não consegue parar de ler? Que sempre que tem um tempinho a lê novamente ? Bom, essa é assim para mim.
 Uma das minha preferidas, senão a preferida. Então decidi postar para vocês. Como a fic em versão original é restrita, eu preferi  como personagens principais Justin Bieber e Barbara Palvin, pois sou belieber e amo JARBARA (Justin+Barbara) é um dos meu shippers preferido. A autora se chama : Lan Fernandes.
 Escrevi isso só para avisar mesmo, e ninguém pensar que é plagio .Espero que gostem e se viciem nessa fic como eu . 

Beijos,@justiingieber


VIA: MiPotter 

AVISO

AVISO: A FIC QUE IRA SER POSTADA AQUI NÃO É DE MINHA AUTORIA, E SIM DA @aquelalanmesma (Lan Fernandes).
 DECIDI  POSTAR ELA AQUI POR QUE AMO ESSA FIC E O SITE ONDE ELA ESTAVA HOSPEDADA  ESTA FORA DO AR POR TEMPO INDETERMINADO.

OBS:A VERSÃO ORIGINAL DESSA FIC É RESTRITA, OS NOMES DADOS AOS PERSONAGENS AQUI SÃO DE TOTAL RESPONSABILIDADE MINHA.

BOA LEITURA, @justiingieber.