terça-feira, 13 de agosto de 2013

13° capitulo-what makes you beautiful




Soho, porta da minha casa, 20 de dezembro. Aproximadamente duas e meia da tarde.
- Por que tenho que ficar aqui mesmo? – Justin perguntou, cruzando os braços por cima do casaco grosso – Ainda mais nesse frio...
- Porque a Megan está vindo de carro e pediu pra que eu ficasse na porta pra ela identificar a casa.
- E... Por que tenho que ficar aqui mesmo? – tornou a perguntar.
- Para me fazer companhia.
- Dê-me um motivo melhor – disse, encolhendo os ombros de frio, e lhe dei um tapa no braço, fazendo com que ele risse.
- Esse é o melhor motivo... – até ia completar a minha frase, quando vi uma Chrysler Crossfire preta, sem capota, parar na frente da minha casa. Saía uma música alta do veículo.
Meu queixo caiu e eu tinha certeza que o do Justin também o carro, estava uma moça de cabelos castanho-chocolate, lisos e longos, que, após o vento que tinham levado no caminho para cá, agora estavam caindo sobre os ombros. Sua pele estava bronzeada, tinha a boca vermelha e carnuda. Usava um óculos escuro.
- Megan Sarnenta? – Justin sussurrou boquiaberto.
- Me... – comecei a falar, gaguejando – Megan? – tirou as mãos do volante, olhando para o lado e dando um sorriso (que, por sinal, era perfeito).
- Olá prima – ela disse quase cordialmente.
Tirou o cinto e saiu do carro com o som ainda ligado, dando um efeito assustador de câmera lenta, onde ela bate a porta do carro, levanta os óculos, deixando seus olhos castanhos amendoados à mostra, e balança os cabelos.
Apesar de estar congelando, Megan usava apenas um casaco por cima de uma camisa preta apertada, realçando seus grandes seios. Ela tirou uma mala pequena de dentro do carro, deixando o porta-malas aberto e passando por mim e meu amigo estático.
- Olá Justin – disse, dando um sorriso de lado para ele e entrando pelo portão.
Pisquei duas vezes, pensando no quanto aquilo tinha me incomodado, pouco antes de vê-lo sorrir tarado e murmurar:
Don't cha.
Soho, minha casa, 20 de dezembro. Duas e quarenta e cinco da tarde.
- Mad... – Justin disse, entrando na sala e tirando o agasalho que estava por cima de umas três blusas. Dentro de casa estava aquecido. Megan já tinha subido para o andar de cima para deixar suas malas no quarto de hóspedes (ao lado do da tia Rosie) – Quem é essa mesmo? – girei os olhos.
- É a Megan, Justin – fiz com o rosto como se eu estivesse chamando-o de "patético".
- Megan Sarnenta?
- É, Justin – rolei os olhos novamente – Avisei que ela estava bonita – "mais bonita do que eu" ficou subentendido.
- Bonita? – fez barulho de deboche com a boca – Ela está muito gata – deu ênfase na última palavra, deixando-me desconfortável – Se eu tivesse uma máquina do tempo, ia pedir para o "eu" de treze anos nunca inventar um apelidinho desses para ela. Será que ela tem ressentimentos? – fez a pergunta mais para ele mesmo do que para mim.
- Está bom, Justin – retruquei depressa, sendo um pouco grossa – Feche a boca, senão baba – cruzei os braços, quase que como um ato involuntário de esconder o que eu estava sentindo - Você não tinha que ir para casa ajudar o seu pai com qualquer coisa, não?
- Wow, calma – levantou as duas mãos – Que agressividade é essa? Eu disse nada demais – apesar de eu realmente ter sido grossa, podia ver uma pontada de felicidade em seu olhar.
- Ok. Desculpe-me – falei contrariada, dando um suspiro – Não quis dizer isso, mas é que...
- Não – deu um sorriso leve – Entendi. Você quer passar um pouco de tempo sozinha com a sua prima. Certo? – já estava tomando fôlego para negar quando ele prosseguiu – Mas, para a sua sorte, realmente tenho que ajudar o meu pai com algumas coisas.
- Ah, é? – juntei as sobrancelhas – Com o quê?
- Tenho que enviar um dinheiro para a minha avó no Canadá.
- Dinheiro para a sua avó? – minhas sobrancelhas ainda estavam juntas e os braços cruzados. Dessa eu não sabia.
- É – disse simplesmente – Ela está com alguns problemas de saúde meu pai que banca as despesas dela – relaxei meu rosto.
- Que bonito isso – sorri. Ele fixou o olhar em meu rosto – Quero dizer... Que bonito o que o seu pai faz pela sua avó – Justin deixou seu olhar cair, ficando por um momento imerso em pensamentos. Quando ele voltou a me olhar, seus olhos transpareciam mágoa.
- É o mínimo que... – sua voz falhou – Um filho pode fazer pela mãe...
SoHo, minha casa, 20 de dezembro. Três e meia da tarde.
Apesar de já ter um tempo que o Justin tinha ido embora, eu ainda permanecia na sala, sentada no sofá com a televisão ligada e fixando o vazio. Seu rosto quando falou da avó ainda estava na minha mente.
- Madson – mamãe cantarolou.
- Pois não?
- A Megan já está na cozinha para fazer um lanche. Você não quer ir também?
- Ah, já vou – respondi sem ânimo.
- Cadê o Justin? – olhou para os lados, como se o procurasse.
- Já foi embora.
- Mas já? – fez cara de decepção – Fiz o chá da tarde especialmente por causa dele – ri baixo-
Carambolas, vou me esforçar mais da próxima vez.
- E também vai aproveitar para nunca mais usar "carambolas".
- Está bom, Madson. Já para a cozinha! Até a tia Rosie já está lá!
SoHo, minha casa, 20 de setembro. Três e cinqüenta da tarde.
- Sério que você esteve no Caribe? – perguntei com a boca cheia de biscoito.
- Sério – Megan respondeu, segurando sua xícara de café com classe – Lá tem as praias mais incríveis que já vi.
- Ai, da próxima vez me leve! – debrucei por cima da mesa, quase derrubando a xícara de chá da tia Rosie.
- Madson, cuidado – minha mãe repreendeu e Megan deu uma risadinha. Papai era o único que não estava sentado à mesa. Ainda estava fora de casa, resolvendo uns problemas da empresa.
- Você mudou nada, Mad – ela observou – Continua a mesma menininha de sempre – todas riram. Até eu tentei forçar uma risada. Aquele comentário não tinha me agradado muito (agradou-me nada). É como se ela tivesse me chamado de imatura ou algo assim.
- A Mad mudou nada mesmo – mamãe concordou – Você acredita que até hoje ela tem o Senhor Bigodes? – Megan gargalhou.
- Aquele coelho de pelúcia babado, Madson? Não acredito! – colocou a mão na frente da boca antes de rir. Suas unhas também eram grandes e perfeitas (diferentemente das minhas que mal, mal eram lixadas e de esmalte só viam base).
- Será que dá para parar de falar dele? Ele continua sendo fofo e tem muito valor sentimental – defendi-me.
- Claro, claro – minha prima concordou – Falando em coisa fofa da qual você não se livrou até hoje... – aí vem – E o Justin, como vai? – ela alargou o sorriso.
- O Justin vai... – minha voz deu uma falhada – Ótimo.
- Sério que você o acha fofo, Megan? – mamãe perguntou com os olhos brilhando. Quando se tratava do Justin, ela era sempre a fã número um.
- Ah... Bem... – Megan ficou sem graça, colocando seus cabelos castanhos de tom chocolate para trás da orelha – Digamos que ele... Encorpou.
- Ai, se é assim, vou começar a apoiar você com ele – minha mãe entrelaçou os próprios dedos, sonhadora. Meu estômago ameaçou embrulhar – Cansei de tentar apoiar o relacionamento dele e da Mad. Ela nunca dá bola. Por isso as coisas nunca vão para frente.
- Ei, isso não é verdade – respondi indignada – Não é como se eu não desse bola... – minha mãe e tia Rosie (que por sinal tinha nada a ver com isso) levantaram uma sobrancelha para mim, descrentes – Até parece que ele quer alguma coisa – murmurei por fim. Megan me encarou interessada no assunto.
- Enfim, Megan – mamãe retomou a fala – Ele é um doce de pessoa. Não vai se arrepender, se resolver investir – a garota sorriu insinuante e em seguida disse:
- Disso você pode ter certeza.
SoHo, minha casa, 20 de dezembro. Oito e meia da noite.
- Madson! – ouvi Megan me gritar do corredor
. Eu estava usando roupas mais folgadas. Estava jogada na minha cama, enquanto conversava com a Emma no telefone e tentava fazer algumas anotações importantes para a viagem.
- O quê? – respondi no mesmo tom, apesar de não ser necessário, já que segundos depois ela abriu a porta do meu quarto com uma toalha na mão.
- Posso tomar banho no seu banheiro? Tenho a impressão de que a água nele esquenta mais depressa... – ok. Isso não era um fato real, mas quem era eu para discutir?
- Claro – suspirei. Ela sorriu e foi se dirigindo em direção à porta do meu banheiro.
- Ah! – Megan disse – A propósito... – virou-se pra mim – Adorei a maria-chiquinha. Ficou bem a sua cara – novamente senti uma irritação com seu comentário, mas relevei, enquanto ela fechava a porta.
- Quem era? – Emma perguntou do outro lado da linha.
- Megan. Minha prima da Califórnia.
- Aquela dois anos mais velha?
- Essa mesmo.
- Quando ela chegou? – tinha uma pontada real de curiosidade no tom da Emma.
- Hoje – fiz uma pequena pausa – Hoje mais cedo, eu e o Justin a esperamos na porta de casa.
- Na porta de casa? Como assim?
- Ela veio de carro – sentei-me na cama, com os joelhos flexionados.
- Da Califórnia, meu bem? – Emma debochou – É do outro lado do país!
- Na verdade, ela foi de avião até Nova Jersey, onde tinha combinado de pegar o carro que comprou de um amigo.
- Ela vai com a gente na viagem. Não é?
- Uhum – concordei.
- E como ela é?
- É um pouco mimada, mas tem o astral bom e é uma ótima pess...
- Não, não –  Emma me interrompeu – Não quero saber com relação a isso. Quero saber... Fisicamente...
- E do que isso importa? – juntei as sobrancelhas.
- Quero saber se ela é bonita.
- Ela é muito linda – disse mais baixo, lembrando-se da expressão de maravilhado do Justin hoje cedo – Mas que diferença isso faz?
- Ah, caramba! – Emma disse derrotada – Justo nessa viagem que eu estava pretendendo conquistar o Justin! – dei uma risada sem graça – Tomara que não queira nada com ele. Senão vai haver uma disputa boa – aí ri de verdade.
- Disputa, Emma? – outra risada – Coitado do Justin... Nem suspeita de nada.
- Não sei por que você está gargalhando – ela disse séria – Nunca parou para pensar que isso pode ameaçá-la também?
- Ameaçar-me? - perguntei incrédula.
- Será que você não pensou... – falava, como se estivesse refletindo – Que, se o Justin arrumar uma namorada, vai andar muito menos com você?
- Não. Nunca parei para pensar, porque sei que isso não vai acontecer – rolei os olhos.
- Como pode ter certeza?
- Não foi assim com a Cher e nem com aquela outra menina do primeiro ano – Ema se calou, então prossegui – E se você está tentando me envenenar contra a minha prima, do mesmo vale a você. Afinal de contas, o que você acha que quer com ele? – rolei os olhos novamente.
- Mas... – tentou retrucar – Se fosse comigo, juro que iríamos na sua casa todos os dias! – dei risada.
- Você é uma peça.
- Mas agora é sério, Madson – ela disse, perdendo o tom de brincadeira – Você não se incomodaria se ele estivesse com outra garota? – engoli em seco.
- Claro que não. Que pergun... – respondi imediatamente.
- Pense bem antes de responder – interrompeu-me. – E se quiser, não precisa dizer para mim – fez uma pausa – Só pense sobre o assunto. Tenho certeza de que você chegará a um resultado... Interessante.
- Ok, Emma. Algo mais?
- NÃO TEM XAMPU! – Megan gritou do banheiro.
- Acho que agora preciso desligar – respondi.
- Madson! O xampu!
- JÁ VOU!
Chrysler Crossfire, 21 de dezembro. Seis e alguma coisa da tarde.
- Está bom – Megan disse, parando no primeiro sinal vermelho. Eu estava no banco ao lado – É para onde agora?
- Primeira à direita – respondi, apontando.
- Para que estamos indo à casa do Justin mesmo?
- Nós não. Eu – girei os olhos – O pai dele me chamou para o jantar.
- E por que você não pôde dirigir sozinha? – ela perguntou como se isso fosse óbvio.
- Porque... – senti-me um pouco envergonhada do que eu estava prestes a responder – Não sei dirigir – encolhi os ombros discretamente.
- Não sabe? – ela riu.
- Não, Megan. Não sei.
- Então como é que você sai de casa? – levantou a sobrancelha – Porque tenho certeza de que você não deixa o tio a levar a lugar algum.
- O Justin me leva.
- Ai Madson... – franziu o nariz – Você não tem vergonha, não? Desde pequena só vive nas costas do Justin! – senti-me ferida com o comentário, enquanto ela fazia uma pequena pausa – Só que quando era pequena, ficava literalmente nas costas dele – as lembranças de eu montada nas costas do Justin e ele me levando para vários lugares me vieram à cabeça.
- Megan, você tem nada a ver com isso – disse irritada.
- É só uma observação construtiva de prima, meu bem. Um dia você vai me agradecer – ela deu de ombros – Se bem que ser dependente de alguém como o Justin... É nada mal...
Harlem, Manhattan, 21 de dezembro. Sete e pouco da noite.
Quem estava sentado nos degraus na frente do prédio era o Chaz, com a sua mesma cara engraçada de sempre e o seu sorriso largo quando me viu saindo do carro.
- Princesa! – disse, se levantando e vindo na minha direção com os braços abertos (para me abraçar) – Mais linda a cada vez que vejo! – envolveu-me no abraço, enquanto eu dava uma risada baixa. O carro de Megan ainda estava parado na porta – Ué, veio de carro novo, princesa? – Chaz disse, olhando para o Chrysler, enquanto a garota abria a porta decididamente e saía do veículo – Wow – ele disse simplesmente, como se tivesse perdido o fôlego, vendo minha prima bonitona da calça e blusa apertada sair do carro – Jesus ouviu minhas preces?
- Não, Chaz – suspirei – Essa é a minha prima, Megan.
- A gostosona de quem o Justin falou? – Chaz ainda estava com o queixo caído, apesar de que seu comentário fez com que o meu caísse também.
Senti-me mais irritada pelo fato do Chaz ter comentado dela com ele. Ainda mais se referindo a ela como "gostosona".
- Madson – Megan disse, se aproximando – Que horas é para vir buscá-la?
- O Justin vai me deixar em casa, Megan. Não se preocupe – sorri amarelo. Eu queria ter sido grossa, mas não fui. Ela se virou pro Chaz e estendeu a mão.
- Megan Oliver. Muito prazer – abriu seu sorriso perfeito.
- Chaz Somers – levou a mão dela de encontro aos seus lábios grossos – Muito prazer, rainha – alguma artéria deve ter explodido dentro de mim nessa hora.
Rainha? Por que eu tinha que ser a princesa e ela a rainha?! Será que eu era tão infantil assim? E ela tão mais bonita...? Argh!
Ela alargou o sorriso.
- Está bom – disse apressada – Vamos subir, Chaz? A Megan tem que ir para casa.
- Na verdade - ela começou – Não tenho, não.
- E isso é ótimo, rainha – o rapaz disse animado – Se é que me permite chamar você assim...
- Mas é claro.
- Você não quer subir? –Chaz convidou – Jeremy adoraria ter outra senhorita para o jantar – lá se vai outra artéria.
- Não precisam se incomodar comigo. O Justin deve estar me esperando lá em cima. Fiquem à vontade – bufei mal-humorada, apesar de despercebida, e andei decidida até o portão do prédio que estava entreaberto.
Subi as escadas (ou esmurrei as escadas com os pés. O que achar melhor) rapidamente, já dando soquinhos de leve na porta do 302.
- Boa noite, Mad! – senhor Bieber disse animado, abrindo a porta para mim.
- Boa noite, senhor Bieber – seu sorriso me acalmou um pouco. Essa já não era a primeira vez que o senhor Bieber me passava a sensação de calma.
Entrei na casa.
- Será que você poderia tirar o Justin do quarto dele, por favor? – juntou as sobrancelhas – O menino ficou lá o dia inteiro fazendo não sei o quê. Perdeu até o jogo do Liverpool contra Manchester... E olha que ele nunca perde.– o homem levantou as sobrancelhas. Acho que nunca tinha reparado, mas ele era uma espécie de clone do Justin envelhecido. Era até bonito pensar que o Justin ficaria assim...
- Pode deixar comigo, senhor Bieber – respondi como se estivesse indo para uma missão, dirigindo-me para o corredor.
A porta do Bieber lotada de adesivos estava fechada, como sempre que ele está fazendo alguma coisa importante lá dentro (ou nem tanto). Bati a porta primeiramente para me certificar que, quando eu a abrisse, não seria pega desprevenida por nenhuma situação que eu julgasse desagradável.
- Justin? – cantarolei. Ok. Agora, oficialmente, eu estava parecendo a minha mãe.
- Pode entrar – avisou, fazendo-me abrir a porta devagar.
- Oi – disse, dando um sorriso leve.
- Oi – respondeu também sorrindo, colocando um lápis e um papel que estavam na sua mão no criado-mudo.
Ele estava sentado na cama, usando uma camisa verde fosca.
- Seu pai pediu para eu vir aqui ver o que você estava fazendo... – andei na direção do criado-mudo, dando uma olhada rápida no papel todo rasurado que ele fez o favor de recolher rapidamente antes de eu ver o conteúdo – Ah, qual é? – levantei as sobrancelhas – Por que não posso ver?
- Não é que você não possa ver...
- Então é o quê? – cruzei os braços.
- Você vai rir.
- Eu? – enfatizei o "eu" – Rir? Jamais.
- Vai, sim, Madson. Não é o tipo de coisa que faço normalmente... – amassou o papel e o colocou no bolso em formato de bola.
- Se sua intenção era me deixar curiosa, parabéns. Conseguiu - suspirei derrotada, olhando para baixo.
Ele me olhou por um momento e dessa vez quem suspirou derrotado foi ele.
- Sabe qual é o pior a seu respeito? – perguntou contrariado.
- Qual? – deixei um sorriso escapar, enquanto o via tirando o papel do bolso da calça.
- O pior é que, com jeito, você consegue tudo de mim... E odeio isso.
- Que pena – alarguei o sorriso – Porque isso é o que mais amo.
- Tome – esticou a mão com o papel. Peguei-o.
- O que é isso? – desamassei-o.
- Um projeto meu e de uns amigos do Canadá.
"Semester's coming soon,
So I would like to pay attention to mention:
I study woke up in my room,
Alone. You're always welcome.
Next week my mum's away,
So now my future is brightened."
- Uma música? – olhei-o com as sobrancelhas levantadas, até com um pouco de admiração.
- É, mas não sei se está boa...
- Deixe-me ver - voltei a olhar sua caligrafia.
"I'd ask to have you stay,
If I wasn't so frihg frightened.
I… I'm really falling for you.
I hate what you're putting me through.
What have you done to me now?
I just can't sleep at night.
My bed is wet, don't know how.
Will someone please turn on the lights?"
- A letra está ótima – disse sincera, desviando o meu olhar da folha – Qual é o ritmo?
- Não pensamos muito a respeito disso, mas... – coçou a cabeça.
- Mas...?
- Tenho a minha própria ideia de como pode ser – agora me olhou nos olhos.
- Toca? – abri um sorriso de criança.
- Já que você viu a música mesmo... Mas não repare na minha voz. Ok? – levantou-se da cama com a calça jeans larga e pegou seu violão, perto da porta.
- Claro que reparo – andei até a cama baixa devagar, sentando-me logo em seguida – Sua voz é linda.
- É, mas eu não gosto – semicerrou os lábios, se sentando ao meu lado com o violão no colo.
- Não sei como não.
- Ok. Olhe só – começou a tocar algumas notas, fazendo-me sorrir.
"Semester's coming soon."(O semestre está chegando)
"So I would like to mention:" (Então eu gostaria de mencionar)
"I woke up in my room," (Eu acordei no meu quarto,)
"Alone. You're always welcome." (Sozinho. Você é sempre bem-vinda.)
"Next week my mum's away," (Próxima semana minha mãe estará fora)
"So now my future is brightened." (Então agora meu futuro está claro)
"I'd ask to have you stay," (Eu pediria pra você ficar)
"If I wasn't so frightened." (Se eu não fosse tão medroso)
- Justin me olhou de rabo de olho, provavelmente percebendo minha cara derretida enquanto o ouvia cantar.
"I... I'm really falling for you." (Eu... Eu realmente estou me apaixonando por você)
"I hate what you're putting me through." (Eu odeio o que você está me fazendo passar)
"What have you done to me now?" (O que você fez comigo agora?)
"I just can't sleep at night." (Eu não consigo dormir à noite)
"My bed is wet, don't know how." (Minha cama está molhada, não sei como)
"Will someone, please, turn on the lights?" (Alguém, por favor, poderia acender as luzes?)
Tocou mais um pouco, concentrado no que estava fazendo. Parou de tocar ao som das minhas palmas.
- O ritmo está ótimo também – falei empolgada – E a segunda parte?
- Isso é com eles – Justin deu de ombros.
- Seus amigos tem uma banda lá? – apoiei meu corpo com os braços.
- Formaram a banda agora, então estão precisando de algumas músicas – tirava o violão do colo e colocava do lado da cama.
- E você, como o bom amigo que é, claro, quis ajudar.
- Claro – estufou o peito, convencido.
- Qual é o nome da banda?
- Busted.
- Se eles fizerem sucesso, você pede um autógrafo pra mim? – perguntei em tom de brincadeira.
- 'Ta. Se isso acontecer, o que é difícil, porque é uma chance em um milhão, peço o autógrafo.
- Obrigada – sorri de leve – Mas venha cá... - lembrei-me de uma coisa – Você perdeu o jogo do Liverpool e do Manchester United para ficar fazendo música? – levantei as sobrancelhas.
- Quê? – Justin perguntou surpreso – O jogo é ama... – fiz que não com a cabeça – DROGA! – levantou-se correndo – Qual foi o placar?
- E eu vou lá saber? Só vejo jogos em que o Beckham joga e olhe lá.
- Esqueci-me desse pequeno detalhe – fez cara de nojo. Em seguida, girou os olhos – Vou perguntar para o meu pai – saiu do quarto apressado.
Levantei-me da cama com preguiça, seguindo em direção ao corredor ainda a tempo de ver o Justin parado conversando com... A Megan.
- Você vai ficar para o jantar? – perguntei, entrando na sala e interrompendo a conversa dos dois. Justin, que estava de costas, se virou pra mim devagar.
- Vou, sim – ela respondeu – O Chaz e o senhor Bieber me convenceram.
- Você tem uma prima adorável, Mad – senhor Bieber disse, saindo da cozinha, enquanto todos (inclusive o Chaz) estavam na sala – Seria uma pena se ela não ficasse.
- Realmente – meu amigo concordou, dando um sorriso torto.
Oldsmobile Starfire Holiday, 21 de dezembro. Nove e alguma coisa da noite.
- Foi ótimo a Megan ter ido – Justin disse, sorrindo, enquanto dirigia até a minha casa – Foi só uma pena ela ter ido embora mais cedo.
- É. Foi mesmo – concordei contrariada.
- Por que você está com essa cara?
- Que cara?
- Cara de poucos amigos... – apesar de parecer preocupado, eu sabia que tinha uma pontada de entusiasmo nas suas perguntas. Talvez causada pela presença gloriosa da minha prima mais cedo.
- É nada.
- Tem certeza?
- É só que... – cruzei os braços, encolhendo os ombros – Você acha que...
- Eu acho que o quê?
- Justin, você me acha infantil? – estava receosa.
- Gosto de você do jeito que é – deu de ombros. Meu coração pareceu se acalmar com a resposta.
- Então sou infantil?! – deduzi.
- Infantil, chata, mimada... - Justin começava a listar com bom humor. Quanto mais ele falava, mais eu encolhia meus ombros – Faz um doce danado para tudo e ainda acha que tenho a obrigação de saber o que se passa nessa sua cabeça.
- Terminou?
- Terminei - sorriu.
- Mas aposto que você não acha a Megan infantil – olhei para fora da janela.
- E onde é que a Megan entrou nesse assunto mesmo?
- Não sei – parei de encolher meus ombros – Só estava pensando que a Megan teve uma aceitação muito rápida por sua parte, do Chaz e do seu pai.
- É – ele disse simplesmente – A Meg é muito simpática – "Meg"? Fiz careta.
- Simpática, bonita... - agora quem listava era eu – Gostosona – dei ênfase.
- Também – concordou, dando um sorriso tarado.
Estreitei os olhos, sentindo-me desconfortável com a situação.
- Eu disse que você ia achá-la mais bonita do que eu – murmurei.
Ele deu uma gargalhada.
Ficamos um momento em silêncio, até uma música começar a tocar no rádio e ele aumentar o volume.
- Não Justin,por favor. – girei os olhos em tom de brincadeira e ele alargou o sorriso.
"You're insecure" (Você é insegura)
"Don't know what for" (Não sei pra quê)
"You're turning heads when you walk through the door" (Você faz virar cabeças quando passa pela porta)
"Don't need make up" (Não precisa de maquiagem)
''To cover up'' ( Para se cobrir)
"Being the way that you are is enough" (Sendo do jeito que é já é o suficiente)
"Everyone else in the room can see it"(Todo mundo na sala pode perceber)
"Everyone else but you "(Todo mundo menos você)
Harry cantava, acompanhando a música.
"Baby you light up my world like nobody else" (Baby, você ilumina meu mundo como mais ninguém)
"The way that you flip your hair gets me overwhelmed" (O jeito que você vira o cabelo me deixa arrepiado)
"But when you smile at the ground it ain't hard to tell" (Mas quando você sorri para o chão, não é difícil notar)
"You don't know, oh oh" ( Você não sabe, oh oh)
"You don't know you're beautiful ( Você não sabe que é linda)
Ele balançou a cabeça para cima e para baixo, como se concordasse com essa parte, eu apenas ri.
"If only you saw what I can see" ( Se ao menos você visse o que eu posso ver)
"You'll understand why I want you so desperately" ( Você entenderia porque te quero tão desesperadamente)
"Right now I'm looking at you and I can't believe" ( Agora eu estou olhando para você e não posso acreditar)
"You don't know, oh oh" ( Você não sabe, oh oh)
"You don't know you're beautiful" ( Você não sabe que é linda)
Ele juntou as sobrancelhas, fazendo que não com a cabeça.
"But that's what makes you beautiful" ( Mas é isso que te torna linda)
Me indicou com a cabeça.
"So c-come on" (Então vamos lá)
"You got it wrong" ( Você entendeu errado)
"To prove I'm right I put it in a song" (Para provar que estou certo, colocarei numa canção)
"I don't know why" ( Eu não sei por quê)
"You're being shy" (Você está sendo tímida)
"And turn away when I look into your eyes" ( E se vira quando olho em seus olhos)
Suspirou e eu sabia que ele estava cantando para mim.
"Everyone else in the room can see it"(Todo mundo na sala pode perceber)
"Everyone else but you "(Todo mundo menos você)
Deu ênfase na ultima frase parte.
"Baby you light up my world like nobody else" (Baby, você ilumina meu mundo como mais ninguém)
"The way that you flip your hair gets me overwhelmed" (O jeito que você vira o cabelo me deixa arrepiado)
"But when you smile at the ground it ain't hard to tell" (Mas quando você sorri para o chão, não é difícil notar)
"You don't know, oh oh" ( Você não sabe, oh oh)
"You don't know you're beautiful ( Você não sabe que é linda)
Eu mexia o meu corpo conforme a musica, balançando os braços.
"If only you saw what I can see" ( Se ao menos você visse o que eu posso ver)
"You'll understand why I want you so desperately" ( Você entenderia porque te quero tão desesperadamente)
"Right now I'm looking at you and I can't believe" ( Agora eu estou olhando para você e não posso acreditar)
"You don't know, oh oh" ( Você não sabe, oh oh)
"You don't know you're beautiful" ( Você não sabe que é linda)
"But that's what makes you beautiful" ( Mas é isso que te torna linda)
- Cante comigo, Madson – divertia-se.
- Qual é a chance? – ri.
- A música é fácil.
- Você mesmo fala que a minha voz é de taquara e...
- Olhe, olhe – falou, como se pedisse minha atenção – A próxima parte está chegando.
"Baby you light up my world like nobody else" (Baby, você ilumina meu mundo como mais ninguém)
"The way that you flip your hair gets me overwhelmed" (O jeito que você vira o cabelo me deixa arrepiado)
"But when you smile at the ground it ain't hard to tell" (Mas quando você sorri para o chão, não é difícil notar)
"You don't know, oh oh
( Você não sabe, oh oh)
Olho para me esperando que eu completasse e foi o que eu fiz.
"You don't know you're beautiful" ( Você não sabe que é linda)
Eu acompanhei a música, fazendo com que ele risse. O refrão se repetiu.
"Baby you light up my world like nobody else" (Baby, você ilumina meu mundo como mais ninguém)
"The way that you flip your hair gets me overwhelmed" (O jeito que você vira o cabelo me deixa arrepiado)
Balançei o cabelo e pisquei o olho para ele, que colocou a mão sobre o peito.
"But when you smile at the ground it ain't hard to tell" (Mas quando você sorri para o chão, não é difícil notar)
"You don't know, oh oh" ( Você não sabe, oh oh)
"You don't know you're beautiful" ( Você não sabe que é linda)
"But that's what makes you beautiful" ( Mas é isso que te torna linda)
Fiz careta, como se eu estivesse cantando muito. Ele aumentou o volume e dei risada.
"If only you saw what I can see" ( Se ao menos você visse o que eu posso ver)
"You'll understand why I want you so desperately" ( Você entenderia porque te quero tão desesperadamente)
"Right now I'm looking at you and I can't believe" ( Agora eu estou olhando para você e não posso acreditar)
"You don't know, oh oh" ( Você não sabe, oh oh)
"You don't know you're beautiful" ( Você não sabe que é linda)
"You don't know you're beautiful" ( Você não sabe que é linda)
"But that's what makes you beautiful" ( Mas é isso que te torna linda)

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