quarta-feira, 7 de agosto de 2013

9°capitulo-My girlfirend


´´Shawty fire burning on the dance floor´´

Boate (não sei exatamente o nome), Harlem, 31 de Outubro. Oito e meia da noite.
"Somebody call 911".(Alguém chame a emergência)
"Shawty fire burning on the dance floor". (Baixinha queimando na pista de dança)
"Whoa".
Justin entrou na boate na frente, segurando minha mão para me guiar. Ele estava usando uma blusa preta um pouco mais justa, levemente rasgada até o peito, e jeans largo, suficiente para deixar sua cueca verde à mostra. Mesmo eu não querendo admitir, ele estava muito lindo. Já eu usava um vestido balonê preto (em homenagem ao dia das bruxas) e um saltinho. Estava arrumada.
"Shawty got that super thing". (A baixinha tem aquela coisa especial)
"Hotter than sun of south in Spain". (Mais quente do que o sol no sul da Espanha)
"Got me soon as I walked trough the door". (Pegou-me logo que passei pela porta)
- Oi Justin – uma garota da pele cor de canela e os olhos claros passou a mão no peito dele, enquanto andávamos, o cumprimentando.
Ele acenou com a cabeça. Senti-me suavemente incomodada. Nossas mãos ainda estavam entrelaçadas. Ele me guiava para o centro da boate lotada.
- Ei Justin – uma loira piscou para ele com um sorriso insinuante. Ele devolveu o sorriso idiota e apertei a sua mão.
Era como se ele tivesse se esquecido de que eu estava ali. Mas que diferença isso fazia?
Ele sorriu com o meu gesto.
"Somebody call 911".
"Shawty fire burning on the dance floor".

"Whoa".
Paramos em frente a uma mesa redonda, onde uma figura conhecida dançava e cantava empolgada (em cima dela).
- HAHA! – Chaz abriu seu largo sorriso ao nos ver. Ao redor da sua mesa, estavam várias garotas e alguns caras. O rapaz com certeza conhecia muita gente por ali – Esse cara, sim, seria massa de produzir! Imagine-me com um sucesso desses nas mãos! – dava risadas um pouco alteradas.
Já tinha bebido, claro.
Notei algumas garotas da mesa acenando e piscando para o meu amigo, que retribuía sem graça. Nossas mãos ainda estavam dadas. Olhei-as com cara feia.
Justin era outro que parecia conhecer muita gente nesse lugar, mas isso não me agradava.
Nem um pouco.
- Mad... – disse, gritando no meu ouvido.
O som estava muito alto.
- Quê? – gritei na mesma altura.
- Vou pegar uma bebida para mim. Você quer também?
- Sabe que não costumo beber, mas...
- Mas...?
- Está bom. Abri uma exceção – sorri.
Realmente queria entrar no clima daquele local. As pessoas que dançavam pareciam se divertir muito.
- O que vai querer? – perguntou.
- O mesmo que você pedir.
- Vou trazer um mais fraco pra você – deu-me um beijo na bochecha e entrou no meio das pessoas. Aquele gesto em particular fez com que eu arrepiasse.
- Venha, princesa! – Chaz gritou – Caia na dança!
Obedeci, movendo meu corpo no ritmo de Fire Burning.
[...]
-Jura que o Andrew falou isso para você? – gritei para o Justin.
Estávamos dançando no meio da pista de dança, já há quase duas horas depois que tínhamos chegado à boate. Tinha bebido algumas e minha voz já estava um pouco alterada.
- Juro. Ele disse com essas palavras – movia-se perto de mim, berrando para que eu escutasse e também já com o álcool no sangue.
- Cassie vai delirar – sorri boba.
- Só por causa de um anel de compromisso? – levantou as sobrancelhas.
- Isso significa muito para uma menina.
- Hm... – parecia analisar algum pensamento – Quer mais uma bebida?
- Claro – tinha nada a perder.
- Não saia daqui. Já volto – virou-se, entrando no meio da multidão.
Eu ia obedecer.
As músicas eram animadas, em sua maioria de Hip-Hop ou eletrônicas. As pessoas pareciam ser todas do Harlem e se conhecer bem. Até meu amigo. Enquanto dançávamos, várias pessoas passaram e o cumprimentaram (nota: maioria era de meninas).
Sentia-me um pouco desconfortável com o fato de ele fazer tanto sucesso no meio delas.
Continuava dançando ao som de Jay Sean e despertando alguns olhares de rapazes. Sorri, imaginando a cara que o Justin faria ao ver isso.
"Baby are you down, down, down, down, down?" (Querida, você está pra baixo, para baixo, para baixo, para baixo, para baixo?)
Eu descia devagar até o chão de uma forma sedutora e, ao mesmo tempo, ingênua. Acho que isso se devia ao fato de eu ter cara de garotinha. Não sei. A forma como eu me movia devia estar bastante atraente, já que vários caras não tiravam os olhos do meu rosto. Algum tempo se passou e eu do mesmo jeito.
Continuava dançando, apesar de estranhar o fato do Justin ainda não ter chegado. Talvez tivesse acontecido alguma coisa. Procurei não me importar muito. Chaz estava à vista, movendo-se em minha direção. Provavelmente vindo ao meu encontro. Sorri ao vê-lo, que cambaleou um pouco de tontura.
- Princesa – disse, confundindo a língua com os lábios – Se eu fosse você, não ficaria dançando assim. Tem muitos caras mal intencionados nessa boate – alertou.
- Haha – estava parando de dançar e olhando para ele com cara de diversão – Então como devo dançar?
- Tente dançar como um orangotango... – deu de ombros – Mas acho que ainda assim continuaria sendo uma princesa.
- Obrigada – sorri.
- Você tem um sorriso lindo, princesa. Justin tem bom gosto – fiquei sem graça.
- Bom gosto?
- É – gritou para eu ouvir – Por ter se apaix... – soluçou, dando uma cambaleada paro lado.
Segurei-o.
- Apaix...?
- Cadê ele, afinal? – perguntou, se firmando no chão e mudando de assunto.
- Foi buscar bebidas faz alguns minutos... – estava começando a ficar preocupada.
- E não voltou até agora? – outro soluço.
- Não... – olhei para o chão, tentando imaginar os motivos pelos quais ele ainda não tinha chegado.
- Ih...
- "Ih" o quê? – perguntei confusa.
- Já vim nessa boate com ele outras vezes, princesa – "devia ter percebido", pensei.– E sei muito bem o que ele faz quando some assim do nada.
- Ah, mas ele não... – disse, dando um riso fraco.
Depois percebi a probabilidade de "ele, sim" e engoli em seco. Será que ele tinha me chamado aqui para algum tipo de vingança? Ele não faria isso...
- Quer procurar por ele? – estendeu a mão para mim, se oferecendo para me guiar. Eu precisava comprovar essa teoria idiota com os meus próprios olhos.
- Apesar de ele ter dito para eu esperar aqui... – pensei comigo mesma – Vamos.
Segurei a mão do Chaz e nos infiltramos no meio das pessoas, a caminho do bar. Observava as meninas. Todas de mini-saia e com cara de quem estava na pista "para negócio". Isso me dava raiva. Fazia-me imaginar que o Justin estaria com alguém, alguém que não fosse eu. Balancei a cabeça duas vezes para me livrar do pensamento.
Até que enfim meus olhos localizaram o rapaz de blusa preta e cueca verde, parado no bar, sozinho, como tinha combinado. Dei um suspiro discreto de alívio. Não durou muito. Quando ele estava se virando com dois copos na mão para ir embora, uma loira ( do início da festa), puxou-o pela gola da camisa e lhe pregou um beijo.
Um beijo só não.
Um "beijasso"!
Meu queixo caiu. Acho que o do Chaz também.
- Wow! – exclamou.
Senti algo perfurar meu orgulho. Meus olhos começaram a arder.
- Com licença – soltei a mão do meu amigo pasmo, dirigindo-me até o bar.
Fui tomada pela raiva.
- Essa não – pude ouvi-lo (Chaz) exclamar – Não faça nenhuma besteira, princesa! – virei-me pra ele com o rosto fechado e os olhos ainda ardendo.
- Não vou! – gritei.
Andei até o lado dos "pombinhos", decidida. Chaz assistia a tudo preocupado.
Apoiei-me no balcão, tomei ar e gritei.
- O que você tiver de mais forte aí, por favor!
Ainda na boate, 31 de outubro. Aproximadamente meia-noite e meia.
- Opa gatinha, cuidado aí – Josh alertava-me. Ou será que o nome dele era George? Não fazia a mínima idéia. Já não tinha mais total controle sobre o meu corpo.
Depois de eu ter visto o Justin aos beijos com aquela loira azeda, tinha me dado ao trabalho de beber todo o álcool disponível na boate e me dirigir para um canto onde, provavelmente, ele não me encontraria.
- Não precisa se preocupar, George... – disse com a língua bamba – Sei me virar.
- É Josh – ah, é. Josh – E não está parecendo isso, não, gatinha. Você já quase caiu duas vezes.
- E daí?
- Tem razão – abraçou-me. Provavelmente eu nem ia me lembrar do seu rosto amanhã – É até melhor desse jeito – aproximou a boca da minha, mas alguma coisa me fez desviar a cara – Qual é, linda? – fez voz de manhoso, que estava longe de ser fofa – Deixe de dar uma de difícil – tentou aproximar a boca da minha novamente, sendo repelido.
Acho que eu também não tinha mais controle sobre os movimentos do meu rosto. Eu queria me vingar do Justin.
Muito. Mas minha consciência (se é que eu ainda tinha alguma) me fazia não querer.
- Ande – George disse um pouco grosso – Quero beijar você.
- Mas eu... – meus olhos começaram a arder novamente, fixando o vazio.
- Eu disse... – George ou Josh (tanto faz) apertou sua mão na minha cintura, grosseiramente. Curvei-me pra trás – Eu disse para me beijar – alterou a voz, sendo ainda mais grosseiro e dessa vez apertando a mão no meu braço.
- Largue-me – disse baixo. Meu corpo estava mole. Eu não tinha como ter reação alguma. Maldita hora em que fui beber daquele jeito.
- Beije-me – rosnou.
- Largue-me, George. Você está me machucando.
- É Josh – aproximou seu rosto rude do meu.
- Largue-me – uma lágrima rolou.
- Minha namorada disse para largá-la. Você não ouviu? – ouvi a voz de quem eu queria ouvir, o som que eu mais gostava, que dessa vez deixava a raiva escapar despercebida.
- Como é que é? – afrouxou a mão, olhando-o com olhar de desprezo.
- Justin... – sussurrei, deixando mais duas lágrimas rolarem.
Ok, eu estava bêbada. Mereço esse desconto por ter me emocionado ao vê-lo.
Josh olhou-me surpreso, ao ver que eu conhecia o cara parado a frente dele.
- Eu disse para você soltá-la – repetiu com a voz saindo por entre os dentes. Realmente parecia estar com muita raiva.
- Venha aqui e me faça soltar, então – Josh sorriu desafiador. Justin fechou os punhos de forma que suas veias até saltassem para fora. Nunca o tinha visto tão nervoso.
Franziu o queixo como se fizesse cara de "já que não tem outro jeito...", tomou um impulso rápido e acertou um soco no rapaz que me soltou na hora. Cambaleei pra trás.
- Para longe, Madson – Justin rosnou pra mim.
- Mas... – juntei as sobrancelhas. Josh ainda se recuperava do soco, levantando-se aos poucos com o nariz ensanguentado.
- Saia daqui! – ordenou novamente.
- Se eu fosse você, obedecia ao seu namorado, lindinha – Josh disse, dando uma risada irônica. As pessoas em volta já tinham parado para olhar e já formavam um círculo em volta dos dois – A coisa vai ficar feia aqui – sorria.
Meu amigo não parecia se intimidar, apesar do seu adversário ser quase o dobro do seu tamanho.
- Não... – comecei – Não encoste no Justin!
- Esse assunto é entre eu e ele, Madson – Justin nem se deu ao trabalho de me olhar.
Estava sentindo como se uma bola de lã estivesse presa no meu peito e ainda por cima estava tonta. Cadê o Chaz numa hora dessas?
Josh se lançou para cima do Justin, acertando um soco no seu rosto, e esse revidou na hora. Sentia-me impotente vendo a situação. Eu queria ajudar, queria ajudar o Justin, mas eu não podia. Estava tonta e nem conseguia controlar minha boca direito para gritar por ele.
Eles ficaram se agredindo com socos até que Justin caiu no chão e o Josh montou por cima dele. Antes que o grandalhão pudesse fazer alguma coisa, Justin reverteu a situação, ficando por cima e lhe metendo dois socos no rosto. O que eu mais queria era gritar, mas eu não conseguia. Então algumas lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto descontroladamente.
Josh tomou vantagem de novo, me fazendo cair de joelhos no chão (de desespero e tontura mesmo). Eu tinha causado aquilo.
- Não... – sussurrei. As pessoas que estavam em volta também olhavam com a mesma impotência que a minha. Alguém tinha que parar aquilo. Por fim, tomei o máximo de fôlego que consegui e gritei - Não machuque o meu Justin!
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Aaaaaah, eu to morrendo! Justin brigando pela Madson e ainda se referiu a ela como "Minha namorada'',crises de ciumes um pelo outro hmm sei não esse dois haha esse cap foi cheio! Madson confundiu o nome do Josh com George aaaa meu nome é ´´Georgia´´ quase tive um faniquito editando esse capitulo.Continuo????

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